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.::Incrível Ligação da Soja com a Bolsa de Chicago
(28/02/2008) Voltar
O nome é CHICAGO BOARD OF TRADE ou na sua sigla CBOT.
O cenário é um prédio antigo, localizado na cidade norte americana de Chicago. No seu interior, pessoas falam alto e gesticulam uma com as outras numa aparente desordem coletiva. O motivo dos gestos e do barulho é sempre o mesmo: comprar ou vender. Fundada em 1845 por 82 comerciantes que viram a necessidade de organizar o comercio já existente entre eles, de forma justa e com regras claras de contratos. Assim estabeleceram normas e parâmetros para os contratos, tornando os valores e os vencimentos as únicas variáveis existentes nos negócios, simplificando a compra e venda dos produtos por eles comercializados. Durante o pregão são negociados contratos de commodities agrícolas e outros papéis. A importância e referência desse centro de negócios se resumem em suas cifras colossais. Diariamente são transacionados em média US$ 500.000.000,00 ( ½ bilhão de dólares) em contratos futuros e a vista. No mercado da Soja são negociados em média 900.000 contratos, isso equivale a impressionante cifra de mais de 2,045 trilhões de sacas de 60Kg negociadas diariamente. Como isso é possível? Simples, compradores e vendedores do mundo inteiro negociando num só lugar, e ainda um mesmo contrato pode ser negociado varias vezes, até o dia do seu vencimento. Ao longo dos anos esta bolsa se tornaria, permanecendo até hoje, balizadora dos preços internacionais das principais commodities agrícolas, como Grão, farelo e óleo de Soja, Grão de milho e trigo, entre outras. Sendo o Brasil o atual segundo maior produtor de Soja, atrás apenas dos E.U.A., a safra é comercializada seguindo como base de preços, as cotações praticadas nessa bolsa, descontado algumas variáveis internas Brasileiras, como transporte, tarifas externas e internas, impostos, oferta e demanda regional, entre algumas outras influências. Sendo a Soja produzida na China ou no Brasil a regra é basicamente o preço da CBOT. Isso se deve ao simples fato de que, se um comprador externo estiver pagando um valor maior do que o praticado no seu país/região de produção, este tenderá a exportar seu produto, caso descontado impostos e tarifas alfandegárias, ainda continuar mais rentável a exportação do seu produto. Por outro lado, se um comprador ver os preços mais baixos em outros países, este irá buscar e importá-lo, se a diferença entre os preços, calculados os custos, forem mais em conta. De um modo geral essa é e lei de mercado, o que faz os preços se equilibrarem e seguirem uma determinada cotação praticada em algum mercado ou país de referência, conhecidos como formador de preços. Com a atual desenvoltura da globalização e abertura de mercados internacionais, é visto que cada vez mais os produtos de consumo cosmopolitas, sejam quais forem suas origens, seguem uma tendência global de precificações. O mesmo ocorre com o petróleo e seu derivados. Isto é benéfico, pois evita, em parte, que grandes empresas e seus poderes de mercado, distorçam os preços pagos aos produtores e vice-versa. No Brasil os produtores e processadores dispõem de uma bolsa nos mesmos moldes da CBOT , a BOLSA DE MERCADORIAS E FUTUROS – BM&F, porém atualmente tem um menor volume de negócios, conseqüentemente menor liquidez das operações. Fernando Zeilmann Ceccon |
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